♥ Uma carona diferente... ♥



Quando fiz o vestibular, nossos quatro filhos eram uma linda escadinha.

Todos pequenos, já que em apenas cinco anos nasceram todos.


Como o maridão resolveu estudar, resolvi então, pra não ficar pra trás, aceitar esse desafio.


E, me fui...Estudei como uma danada...


Durante o dia, eram as correrias e cuidados com eles e à noite, enquanto os anjinhos dormiam, nós íamos para as aulas...


A pessoa que cuidava deles ficava ali apenas à noite naquelas horinhas e pedia que os deixassem prontinhos, de preferência dormindo...

Assim era bem mais fácil:

                                - pra ela!!Claro!!!-


Bem, como boa teimosa que sou, fui até o fim, e de modo até brilhante me formei.


A tese, foi realizada em pracinhas de brinquedos, parquinhos, onde levava as feras pra brincar e ficava estudando e escrevendo.


Após a formatura, veio aquele início, onde devemos pegar o que vem pela frente e agradecer...


Sempre tive a mania de ser solicita com as pessoas e tratá-las gentilmente.


Meus clientes eram tratados como devem ser, do jeito que realmente esperamos que façam conosco, mas infelizmente não encontramos.


Tratava-os com atenção e gentileza.


Bem, em meio à esse início de carreira, havia em nossa casa uma novata também: uma cachorrinha, a Bolinha que ainda não estava acostumada a ficar sozinha em casa.


Chorava, se estribuchava toda e então, com pena e pra não ser corrida da rua pelos vizinhos, resolvia o problema levando-a sempre comigo, no carro.


Ela em geral se comportava conforme manda o figurino...


Porém , num dia em que, saíndo do Fórum, com minha cliente, vendo que ela estava sem condução, resolvo oferecer uma gentil carona...


Lógico que foi aceita de pronto.

Chegamos ao carro. Ao abrir a porta e jogar minhas pastas no banco de trás, dei uma olhada e vi o que esperava a pobre caroneira...


Bolinha, "filha mais nova de uma família de pessoas educadas", resolveu, logo naquele dia e hora, fazer suas necessidades nº 2 ali, no lugar da carona.



Sempre fui bastante espirituosa e então, dei uma volta no carro, sem que ela visse, peguei um papel, joguei aquele cocô pra fora do carro , limpei um pouco o banco e abri a porta:



- Pode entrar!!!


Porém, o adorável perfume continuava e , não dando mais pra esconder, caímos as duas na maior risada...


* texto publicado há bastante tempo no outro blog, mas como sempre tem gente noiva chegando...trago aqui!