♥ Uma carta, uma intromissão,rs... ♥




Essa carta surgiu da leitura lá na Clara , num post emocionante: Viajei nele e entrei no clima,rs...Ficção e realidade andam juntas!

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Prezado Sr. Agnaldo


Desculpe, em primeiro lugar,  a intromissão!

O Sr. não me conhece e fiquei sabendo de sua existência ao ler um lindo texto numa amiga, inspiradíssima, a Clara!

Fiquei com vontade de dizer para  lhe animar, mostrar o quanto  é feliz em ser aposentado e morar num lugar assim com praia, que permite caminhar no calçadão! Pegar solzinho num banco olhando o mar!

Isso é coisa para poucos!

Faça um esforço e imagine-se ser aposentado em P.Alegre, onde nem andar às ruas com segurança o senhor conseguiria, como tantos e tantos por aqui...

Sua missão no trabalho, foi plenamente cumprida! Não há de existir essa dor, sentindo-se a quinta roda da carreta...

O tempo passou, o trabalho foi desempenhado e muito bem e novos por lá chegaram que irão desempenhar a sua função, provavelmente com menos amor, mas seguirão e um dia, estarão felizes ao ver suas aposentadorias chegarem...

Claro que, em se tratando de Brasil,.as coisas para os aposentados não são bem assim... Não há o reconhecimento devido...Pensam en coisas grandiosas nossos políticos, pensam em Copa do Mundo, estádios e baboseiras mais. A educação, saúde e aposentados, ficam para depois.Muiiiiiiiiiiito depois, que nunca acontece!

Realmente tudo muda!  Apertos nos "cintos" são necessários para adaptação do modo de vida.

Viver  com a aposentadoria, que é pouca e sobreviver com os "guardados", esperando que o tempo de vida não os ultrapassem para não ficar dependendo de filhos...

E, tantas vezes, filhos e netos dependem desses guardados e até mesmo da aposentadoria.  

Há ainda, os filhos que mesmo usando e abusando do velho pai, ignorando sua idade e estado de saúde, dão-se o direito de desaparecer...Ser senhores, enquanto com o pouco ganho do pai, é pago até o plano de saúde de um filho para não deixá-lo desamparado à sorte do SUS, que todos sabemos a situação...

Pobre desse pai!  Esse é digno de pena e tem razão para chorar. 

E, esse, nem tem o mar por perto...Tem apenas sua esposa e companheira de vida! Aliás, o sonho de vida deles sempre foi ter o mar perto, mas por questões familiares, precisam estar a cuidar de netos e auxiliar na criação...

Assim, Sr. Agnaldo, não sei se lhe confortei ou lhe deixei mais desanimado... Se assim for, essa não foi minha intenção!

Vá,abrace sua esposa, saia com ela, vá ao calçadão, sentem-se naquele banco, chorem, riam olhem o marzão à frente  que mostra ondas que vão e voltam... 

Em cada uma delas, coloquem seus olhares e acompanhem o lindo movimento. Respirem fundo ,deem-se as mãos e vão ser felizes, do jeito que der!

E sempre dá!!!

Um abraço respeitoso, dessa desconhecida, intrometida,

 Rosa